domingo, 14 de setembro de 2014

Olhar em frente!

Estes dias têm sido complicados. Não estou a conseguir olhar para o lado certo da vida e fazer o equilíbrio entre o agradecer aquilo que tenho e sou e os pesos pesados que carrego às minhas costas e dentro de mim. . Sou a favor de olhar em frente para não tropeçarmos em capítulos passados e para baixo, para conseguirmos perceber o quanto estamos em cima com a Vida. A família, os amigos, a faculdade. Mas neste momento, o aperto do peito é mais forte e tapa-me a vista. Às vezes sinto-me perdida, esgota, com o pensamento distorcido. Mas noutras, tento olhar em frente, que é em frente que se faz o caminho, e tirar as forças que tanto preciso nas coisas boas que eu sei que tenho à minha volta e dentro de mim. Só depende de mim estancar as lágrimas que tantas vezes têm percorrido o meu rosto e dar lugar ao melhor sorriso do mundo: o meu. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

FNO 2014!

Ontem foi noite de Fashion's Night Out e eu, que adoro estes eventos, fui dar o ar da minha graça à capital. Notei que este ano houve muito menos pessoas a aderir a este evento - consegui andar pelas ruas sem grandes problemas de ser esborrachada. Observei também que as lojas estão cada vez mais contidas, muitas ficaram apenas pela já habitual oferta de bebidas e  sessões de maquilhagem ou penteados... promoções e brindes que é bom nada - uma seca. A única loja, que fez as minhas delicias com um belo desconto de 60% foi a Boutique L'oréal. Trouxe para casa uma base (que custava 17 euros, ficou a 6,80€) e dois vernizes - que adoro - (ambos a 5 euros, que ficaram a 2 euros cada um), paguei no total apenas 10,80 €. Acho que fiz uma boa compra! Passei ainda na Accessorize, que estava com 20% de desconto na nova colecção. O resto, fraquinho, fraquinho, fraquinho!




Ia-me esquecendo que pelos Armazéns do Chiado estavam várias meninas com sacos cheios de pacotes destes para oferecer. Como típica tuga que sou trouxe para casa, não um, nem dois, mas sim quatro pacotes. Gosto de partilhar com a família! 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Kiko.




Tenho repulsa a quem olha para os animais como simples objectos. Não sei se sou eu, que me apego em demasia aos animais, se são as outras pessoas que simplesmente olham para  um animal como um ser vivo que não fala, não pensa, não sente. Tenho uma casa no norte e lá as pessoas têm muitos animais de rua, talvez por isso sejam um pouco mais desapegadas a eles. Fui passar lá alguns dias com os meus pais que já lá estavam com o meu lindo gatinho. Por lá, fez um amigo chamado Kiko. Todos os dias o Kiko vinha ter à nossa porta para brincar. O Kiko entrava em minha casa para fazer xixi, beber água ou apenas para comer e dormia na rua, numa cadeira que o meu pai deixava propositadamente para ele. Todos os dias em que lá estive, tanto de dia, como de noite, nunca ouvi os donos chamarem por ele. O Kiko andava sempre de volta dos nossos pés e pedi 3458 vezes aos meus pais para o adoptarmos, mesmo sabendo que o gato era da filha do vizinho.  Os meus pais também acabaram por se render ao Kiko, mas o vizinho dizia sempre que o gato era da filha (que tem cinco anos). Não querendo ser egoísta e sabendo que o gato é de uma criança, pus-me a pensar se um animal, seja gato, cão ou pássaro é realmente nosso apenas porque lhe damos comida ou temos um espaço para ele na garagem. Os animais são do mundo, mas na minha óptica, dando-lhes amor, festinhas com o som do ronronar ou brincando com eles, eles acabam por ser um pouco nossos também. E eu sinto que o Kiko era um pouco nosso. Hoje os meus pais voltaram de férias, trouxeram o meu gato, deixaram lá o Kiko. Hoje penso no Kiko, que ficou sem o amigo para brincar e sem a cadeira para se enroscar à noite. Hoje penso no Kiko, sozinho e as lágrimas começam a formar-se. Hoje penso no Kiko e tenho saudades, esperando ansiosamente pelo nosso reencontro. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Verdade irrefutável


Inacreditável quando nos arranjamos, saímos de casa e não encontramos ninguém inesperado numa ida ao café ou ao supermercado. MAS quando vamos às compras com o cabelo todo mal apanhado e com o primeiro "trapo" que nos aparece à frente, pensando que é uma ida rápida, aí o mundo fica tão pequeno como uma ervilha. Damos cinco passos e ficamos rodeados de amigos, mais dois e encontramos os tios, andamos mais três e bomba, esbarramos com aquele rapaz giro que era da nossa turma. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

PAEZ shoes



Já há muito tempo que queria ter umas PAEZ por duas razões: pelo conforto e pelo design simplista mas inovador. Apaixonei-me pelas douradas que acabaram por ser descontinuadas. Porém, recebi hoje, pelas mãos da minha melhore amiga (gosto tanto dela!), uma prenda de anos atrasada: umas PAEZ não douradas, mas igualmente lindas cheias de corações! Só há apenas um se não, enquanto o sapato assenta que nem uma luva no meu pé direito, no pé esquerdo noto que está ligeiramente grande. É o que dá ter um pé maior que o outro. Bom, agora só falta que o tempo permita estreá-las! 

(depois)

(depois) é irónico como estes três anos deram-me tanta coisa boa e por outro lado, deram-me também tanta mágoa. Talvez tenha tido tantos momentos bons, para me apoiar nos dias maus.

amizade



Faz quatro anos (socorroooo parece que foi ontem!) que entrei para a faculdade. Lembro-me de abrir o e-mail e ler aquela mensagem mágica "COLOCADA...". Foi talvez uma das alturas em que tive maior orgulho em mim. Lutei, Entrei, Consegui. Escrevi várias vezes sobre esta experiência e fazendo o balanço ao longo deste percurso chego quase ao fim desta minha etapa, faltam-me apenas duas cadeiras para ser licenciada, com o balanço positivo. Foram três anos de aprendizagem e de muita amizade. Muitos dos meus amigos (a maioria) já concluíram este ciclo, mas não consigo ver o fim. Sei que vamos seguir vidas diferentes, que os dias já não irão ser passados todos juntos e que os encontros irão diminuir. Porém, apesar da nostalgia e do orgulho por termos chegado ao fim juntos, depois da partilha de apontamentos e tardes de estudo, sei que os melhores irão permanecer comigo. Aprendi com duas amigas minhas que, por mais tempo que passe sem as ver, a amizade e o amor que nutrimos umas pelas outras não desvanece. Aprendi com elas que umas trocas de mensagens podem atenuar as saudades e que um telefone encurtar a distancia que nos separam. Aprendi com elas que os verdadeiros sempre ficam, e aqueles que partem, então, não mereciam ficar. Por isso, talvez esteja calma relativamente a esta mudança de trajectos. Sinto-me confortável relativamente às amizades que cultivei ao longo destes três anos, com um bocadinho de medo, mas confiante nas amizades que criei.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Querido mês de Setembro:


Querido Setembro, confesso-te que nem sempre me sinto preparada para a tua chegada. És sinal do final do Verão, das férias e dos dias longos de praia. Mas este ano existe algo de diferente em ti. É importante ver os aspectos positivos, porque não mudarmos o verbo acabar qualquer coisa, para iniciar outra, quem sabe melhor! Sinto que irei começar um novo ciclo. Ainda não sei bem o que tenho reservado para ti, mas sinto-te com boas energias. Para começar maravilhosamente bem, irás proporcionar-me o reencontro dos meus amigos da faculdade e isso deixa-me com um sorriso de orelha a orelha! Talvez consiga arranjar trabalho, um estágio e tire o meu tão desejado curso de Inglês! São estes os meus três planos primordiais a curto prazo, a médio é acabar a licenciatura neste semestre! És o mês de arregaçar as mangas e as minhas já estão preparadas para te receber. Bem-vindo! 

domingo, 31 de agosto de 2014

...




Existem dias em que as palavras fogem dos dedos e entalam-se na garganta. Os nervos, a ansiedade, a tristeza continuam presentes nestes dias. O exame é já terça-feira e não estou nada preparada. Por um lado não queria que fosse já, por outro quero despachar rapidamente para ir de férias e descansar a minha cabeça e tranquilizar o meu coração.

sábado, 30 de agosto de 2014

(re)nascer




Devíamos saber renascer todos os dias. Deixar no ontem o que realmente lhe pertence. Sonhar para repousar, repensar, para renascer num hoje diferente sem aquilo que não nos faz falta. Sem as angustias, frustrações e problemas que são de ontem mas que o hoje teima em querer prolongar. Só depende de nós, focar o pensamento nas soluções dos problemas, nas janelas que se abriram quando as portas se fecharam, nas desculpas depois das acções irreflectidas, que o futuro nos poderá proporcionar. Só depende de nós ter um dia melhor e ser cada vez melhor. 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014




O melhor de estudar no Verão é poder estudar na praia e ouvir o mar, dentro de uma barraquinha de madeira com uma mesa só para mim! 
Todo este luxo porque estou a trabalhar no projecto "praia acessível para todos" que consiste em levar as pessoas com mobilidade reduzida à água. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Eu falo...





"{...}Não consigo deixar pra depois uma coisa entalada, não espero a hora certa, nunca sei quando é um bom momento. Acho que a vida é muito breve pra deixar pra amanhã um pedido de desculpa, um abraço, um eu te amo, uma risada solta, uma calça apertada. Não vale a pena tentar afogar emoções que querem sair nadando por aí. A verdade é que eu não sei guardar meus sentimentos e sensações dentro do bolso e viver como se nada estivesse acontecendo. Não consigo disfarçar, tampouco fingir que não ligo. Acho que a gente deve minimizar a chance do arrependimento, por isso falo que amo, falo que fiquei puta, falo que quero, falo que não gosto, eu falo {...}".

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Amor de irmãos




«Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos
Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.
Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.
E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver. 
Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece. Os irmãos são imunes ao tempo, à distância ou às zangas e isso torna-os à prova de tudo

Sonho acordada com esta música:


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Parabéns a mim!


Fiz anos dia 25. Juntei-me com amigos e família. Rodeei-me de amor. Além de todo o carinho e atenções que recebi neste dia, no meu dia, recebi este relógio. Já é a segunda fez que o recebo como prenda, a primeira vez já foi há alguns anos, contudo este ano quando fui a Amesterdão vim de lá sem ele. Não sei se deixei no hotel, se perdi ou se me roubaram, sei que quando cheguei não o tinha. Não gosto de perder coisas principalmente quando são valiosas e quando gosto muito delas, por isso comecei logo a fazer uma mealheiro para juntar os muitos euros para o ter de volta. Não foi preciso chegar ao fim, os meus pais ofereceram-me com palavras de reconhecimento por todo o esforço que tenho feito na faculdade e por nunca virar costas a um trabalho. É bom quando percebemos que as nossas acções e esforços não passam despercebidos a quem amamos.




quarta-feira, 23 de julho de 2014

Falta de bom senso, será?


Vi esta fotografia no facebook da Cláudia Vieira à uns minutos com a descrição "Uma sessão fotográfica bem diferente com os nossos amigos de quatro patas" . Tudo muito bem e tudo muito giro, mas depois vejo hashtags #contraoabandono ou #afavordaadopção. Eu percebo a ideia, mas acho que é um pouco hipócrita esta campanha dado que, possivelmente, todos os animais que estão na foto não foram de todo adoptados. 

domingo, 20 de julho de 2014

James Arthur - o tão esperado dia!

Ontem foi o dia do tãooo esperado concerto: James Arthur em Portugal e eu não podia deixar em branco um momento como este. Há uns tempos tinha dito aos meus amigos que iria levar um cartaz a dizer que eram os meus anos. Chegou o dia e uma das amigas que ia comigo ao concerto relembrou-me do cartaz, algo que já me tinha esquecido e que não iria ter tempo para o fazer. Como tenho amigas lindas, mando mensagem a outra amiga que ia também comigo para me arranjar cartolina e caneta. Conclusão: arranjou-me um pedaço de cartão e uma caneta que não escrevia. Por sorte tinha uma caneta no carro e à pressa lá fizemos uns riscos a dizer "IT'S MY B'DAY". Não tínhamos tempo para mais palavras, faltava menos de meia hora para o concerto começar. Fui a riscar as letras pelo caminho do carro ao Coliseu e mesmo lá dentro continuava de joelhos e cartão no chão a riscar velozmente. O segurança da entrada ainda me disse que não podia entrar com aquilo, mas depois do meu olhar fulminante em dois segundos disse que estava a brincar. Outro ainda me deu os parabéns. Começou o concerto e eu mais uma amiga íamos levantando o cartaz  (era a única com cartaz) na esperança que ele visse. E viu, perguntou-me o nome, lá consegui responder com todos os olhos do Coliseu em cima de mim: Marta. E cantou para mim: podem ver o video aqui. Relativamente ao concerto em si, se já gostava do rapaz, fiquei a gostar ainda mais. Humilde, preocupado com o público e com bastante interacção. Que venha o próximo!!!



P.s: Não, não fiz anos, faço na próxima sexta-feira mas queria ter um miminho destes. Foi muitooooo bom apesar da pequenina mentira que é completamente justificável: afinal não são todos os dias que temos o James a cantar para nós!


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Filhos de uma grande puta



"Começou esta quinta-feira à noite a ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza. As Forças de Defesa do Estado hebraico começaram a invasão do enclave islâmico controlado pelo Hamas. A ordem partiu do primeiro ministro Benjamin Netanyahu."


Não percebo. Nem quero perceber porque nem há explicação plausível. Como é que uma raça que sofreu tanto no holocausto nazi, consegue fazer o mesmo (ou pior) aos palestinianos. Israel e Egipto os maiores cúmplices deste extermínio. Bloqueiam a entrada de medicamentos e alimentos, bloqueiam a saída destes refugiados que vêem as suas casas destruídas quando não são mesmo expulsos das mesmas. Matam a sangue frio ou deixam morrer, quem precisa de ajuda e não tem condições para a ter. É o mundo em que vivemos, e que medo que eu tenho dele.