terça-feira, 25 de novembro de 2014
ah ah ah
Vi esta imagem no blogue da Pipoca mais Doce. Esta comparação é a mais ridícula que li nos últimos tempos. Tenho medo, muito medo de quem não consegue separar um Homem como o Mandela, de uma pessoa tão vulgar como o Sócrates.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Amor maior que a Vida:
Tenho-te em mim todos os dias: em pensamentos, em actos e em recordações que guardo com saudade do lado esquerdo do meu peito. Há dias em que as saudades são facilmente ultrapassadas pela azáfama do dia-a-dia, mas noutros ela desperta, aperta e torna-se bem presente na minha memória. A dor já não me esmaga, acho que consegui aprender a ter-te comigo bem Viva no meu coração e não nos meus braços, mas há momentos em que a tua ausência faz-me sentir meio perdida. Fazes-me falta. Vou procurando o teu amor e revendo a tua imagem noutras pessoas, contudo não é, de todo, o mesmo. Não és tu e eu precisava tanto de ti, dos teus beijinhos, dos teus abraços, dos teus sábios conselhos, ou simplesmente da tua presença. És o meu exemplo, quem me guia e é em ti que vou buscar as forças que preciso. Às vezes pergunto-me que conselhos me darias, o que farias, como agias. Muitas das vezes não sei a resposta, ou até sei mas falta-me o teu empurrão, a tua voz, a tua força, a tua coragem. Faltas-me tu e só tu.
sábado, 15 de novembro de 2014
Blog Your Dreams *
Em breve vou ao Porto com mais duas amigas. Vou juntar o regresso ao Porto que adoro, a companhia de duas pessoas maravilhosas e a necessidade de fugir daqui. Precisava urgentemente de fugir a esta rotina de casa - faculdade - casa - café. Assim, fiz o convite e como são fantásticas aceitaram. É frustrante ir à faculdade apenas duas vezes por semana e o resto da semana ser passada em casa ou em poucos cafés. Sou uma pessoa activa, que gosta de desafios, de ser estimulada e neste momento não me sinto satisfeita. Preciso de desafios novos, pessoas novas, sítios novos, experiências novas. Preciso de me renovar e penso que esta escapadela vai me fazer muito bem.
Então eu pensei: se eu vou ao Porto e se eu sigo ou seguia (porque deixaram de escrever com muita pena minha) algumas bloggers do Porto, tem que existir um café. Pedi conselhos sobre sítios a visitar, para a borga e fiz o convite. Porém, houve um (e desculpem-me as outras meninas) que teve um impacto diferente em mim. Talvez porque sinta uma grande admiração por ela e falo da Rita, d' "Este blog precisa de um nome". Enviei o e-mail com a consciência que o não era garantido e que até poderia não ser respondido. A resposta veio hoje, com um pedido de desculpas pela resposta tardia e com sinal positivo. Já dei pulinhos de alegria. Obrigado, Rita! :)
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Vinde a mim, vinde!!!
Isto da crise é uma merda, então nada melhor que arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. A C. chic é a minha página onde coloco lá trabalhos feitos por mim, colares, pulseiras e tudo e mais alguma coisa. Já a tenho há algum tempo, mas por vários motivos afastei-me destas lides. Agora voltei e em força!!! Ide por gosto ide e partilhar com as vossas amigas! Obrigado!!!
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Ainda?
Sim ainda dói. Consigo me recompor, longe de ti, da tua presença que ainda não me é indiferente e ainda me perturba. Mas quando te vejo o chão foge-me dos pés, as minhas pernas tremem e a minha voz falha. Lá vem tudo outra vez. As lembranças, os pensamentos, as mágoas e a puta da expectativa que digas aquelas palavras que gostava de ouvir mas sei que não vão ser ditas. Acho que o problema está todo aí, nas falsas expectativas que vamos criando. E são falsas porque, por muito que queiramos, elas não se irão tornar realidade. E são ainda mais falsas porque nós temos bem consciência disso, mas elas conseguem sobrepor-se ao lógico e ficam a pairar nas nossas mentes iludidas. Começamos a pensar que aquele olhar de relance foi para nós, que aquele sorriso foi para nós, que tudo o que o outro faz é para nós. E que se calhar, afinal, ainda pode haver esperança em algo mais que acabado. Que puta de lógica isto faz? Não faz.
Sim, ainda dói. Ainda.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
pobre sofre, então se for mulher!
Uma pessoa está descansada a cuscar as novidades dos "amigos" facebookianos e depara-se com esta camisa:
No corpitcho da Cristina Ferreira. Fui guiada pela curiosidade e deparei-me que é da sua loja, mas podia vir para a minha casa não fosse o preço. Aquela barreira constante na minha Vida.
No corpitcho da Cristina Ferreira. Fui guiada pela curiosidade e deparei-me que é da sua loja, mas podia vir para a minha casa não fosse o preço. Aquela barreira constante na minha Vida.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Sempre gostei de borboletas!
Eu ando por aqui. Às vezes carrego no botão "criar mensagem nova" , mas as palavras fogem-me dos dedos e eu não corro atrás delas. Sinto falta, talvez por isso esteja agora a tentar agarrá-las. Disse a mim mesma que voltava ao blogue com outro tipo de textos, com o astral mais elevado, mas ainda não é desta. Continuo em frente aos trambolhões, uns doem mais do que outros, salvam-me a minha família e amigos que são a minha rede de amparo. Estou numa fase de introspecção um pouco forçada, mas talvez necessária. Quando não nos sentimos felizes o melhor é parar e mudar a direcção do caminho. Mas às vezes somos obrigados a mudar essa mesma direcção, mesmo que queiramos continuar pelo mesmo caminho. E isso magoa, sentimo-nos perdidos. "Para onde vamos", "o que fazemos", "como fazemos"... Quando chegamos ao fim do trilho, a única solução é olhar para os lados e perceber que podemos, nós, fazer os nossos próprios atalhos, que o caminho se faz caminhando sempre em frente ou para os lados, mas nunca para trás. Quando começamos a dar os primeiros passos, mesmo a tropeçar, percebemos que a vida é mesmo assim: em constante mudança e que uns caminhos terminam, mas outros começam. Afinal são os nossos pés que têm o poder de abrir novas metas, as que nós quisermos. Basta acreditar. Basta sonhar. Basta crer em nós e nas nossas bússolas interiores que nos guiam para o melhor.
Neste momento estou a mudar de direcção, a abrir um novo caminho. Não sei para onde vou, mas sei para onde não quero ir. E se por um lado tenho medo do desconhecido, por outro tenho fé nas surpresas boas da Vida. Resta-me esperar que o caminho fique cada vez mais firme, os meus passos cada vez mais seguros e que comece a desfrutar desta minha nova caminhada!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
Tempo.
Podemos ler as mais frases mais bonitas e cheias de verdades (quase) absolutas. Podemos saber que direcção devemos seguir- sempre em frente. Podemos até saber o que quereremos e distingui-lo do que merecemos. Podemos ter tudo isto bem presente na nossa mente, mas quando o assunto mexe e remexe com o
coração, aí só precisamos de tempo: para aceitar, para compreender, para
crescer. Tempo. E neste momento é dele que preciso, das suas respostas, dos
seus ensinamentos, mas mais importante, das suas curas.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Prémio Nobel da Paz: Malala e Kailash
Fiquei Feliz. O meu coração está orgulhoso deste prémio, mesmo não conhecendo a Malala pessoalmente (infelizmente) e conhecendo apenas a história dela, o caminho de luta, de garra e de coragem, Malala é, sem dúvida, um dos grandes exemplos para mim de força. Sendo eu uma feminista, o meu orgulho também vem de ser uma rapariga a conseguir vencer o prémio e o muito preconceito porque sofreu e ainda sofre. Muitos ou muitas, não sabem a sorte que têm por terem nascido em países onde a igualdade de géneros é imposta e aplicada, existindo a escravidão do sexo """"mais fraco"""".
Malala tem apenas 17 anos e já fez tanto, mas tanto por este mundo. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Kailash Sayyarthi, mas quando acabar de escrever este post, a primeira coisa que irei fazer é pesquisar sobre as suas acções humanitárias. Já o ano passado Malala tinha ganho outros prémios que me tinham deixado orgulhosa, mas este inchou ainda mais o meu Coração.
Que este reconhecimento seja a abertura de novas portas e janelas para o conhecimento das causas defendidas por estes dois grandes Seres Humanos e para as tantas, mas tantas meninas que, ainda hoje, em pleno século XXI continuam a ser tratadas como simples objectos sexuais e de escravidão.
Que este reconhecimento seja a abertura de novas portas e janelas para o conhecimento das causas defendidas por estes dois grandes Seres Humanos e para as tantas, mas tantas meninas que, ainda hoje, em pleno século XXI continuam a ser tratadas como simples objectos sexuais e de escravidão.
"[Ao ser ameaçada pelos talibãs, em 2012] Comecei a pensar: se um talibã viesse, o que faria? Talvez tirar um sapato e bater-lhe. Só que, se o fizesse, não haveria diferença entre mim e o talibã. Não devemos tratar os outros com crueldade. Devemos lutar pela paz, pelo diálogo e pela educação. Então decidi: dir-lhe-ei o quão importante é a educação e que a desejo até para os seus filhos e dir-lhe-ei que era isso que lhe tinha a dizer, mas que ele podia fazer o que quisesse" Malala Yousafzai
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Sentir *
Perguntam-me como estou. Eu respondo que estou bem obrigado, mas a resposta vem sempre "quem é que queres enganar?". E ai respondo com o coração, que posso não estar bem, com o sorriso alegre que me caracteriza e riso fácil, mas irei estar. Que não é por me doer uma parte do coração que se alastra para outros pontos vitais do mesmo. Que se uma porta se fechou, existem ainda as janelas abertas e as outras portas do lado. O mundo está cheio de opções, cabe-nos a nós escolher a melhor para nós. É importante conseguirmos ter a noção do real problema, não fazer com que seja um pedregulho que nos tapa o caminho, mas sim um grau de areia ao qual conseguimos contornar sem grandes problemas. Mas se vierem os problemas é focar em arranjar soluções. Se realmente estou bem? Depende para que lado olho, se para o menos bom e sinto o coração pequeno quase esmagado ou para o bom, para o Coração que incha com a família que me ama e protege e os amigos que me apoiam e me aturam. Embora saiba que existem estes dois lados, e que alguns problemas da vida têm a dimensão que lhes dermos, na prática é complicado pensar sempre no lado positivo. Por isso há alturas em que me permito olhar para o lado menos bom e chorar, ficar triste, pensativa. Porque é importante sentir, até que o sentimento que nos encolhe comece a desvanecer, as lágrimas a secarem, a tristeza a ir embora e os pensamentos a começarem a focar-se no lado certo da nossa vida.
"Há quem pense que as pessoas fortes não choram, não têm dias não, não se desiludem, não batem com a porta, não viram a vida do avesso. Que têm o coração, a alma e a pele diferente dos outros. Porque são fortes, aguentam.
Mas alguém é menos forte quando chora? Qual é o problema de chorar? Qual é o problema deitar tudo cá para fora? Qual é o problema de dizer tudo o que nunca dissemos? Qual é o problema de querer ser tudo o que nunca fomos? E de querer ter tudo que nunca tivemos? Medo do que os outros pensam? Medo de sermos julgados? Mas quem é vive dentro de nós? Quem é que vive a nossa vida? Somos fracos quando mostramos tristeza, desilusão, mágoa?
Chorar, sim. Sentir tristeza, sim. E desilusão. E mágoa. E vontade de gritar, de bater com a porta, de virar a mesa. Chorar tudo hoje e amanhã e mais um par de dias se nos apetecer. Dar-nos esse tempo de poder sentir tristezas, desilusões ou mágoas.
Depois limpar as lágrimas, levantar o queixo, sentir a força retemperante do alívio. Arrumar tudo que não nos faz bem nas prateleiras mais altas de nós. Seguir em frente.
Amanhã é outro dia e ninguém devia seguir pela vida triste, aos soluços, a chorar aos bocadinhos todos os dias (ainda que seja por dentro). Porque há muitas coisas boas que se perdem enquanto caminhamos de olhos postos no chão e enquanto choramos de olhos fechados para a vida, é verdade.
Mas ninguém é menos forte quando chora, quando se sente triste, desiludido ou perdido. Ninguém."
Mas alguém é menos forte quando chora? Qual é o problema de chorar? Qual é o problema deitar tudo cá para fora? Qual é o problema de dizer tudo o que nunca dissemos? Qual é o problema de querer ser tudo o que nunca fomos? E de querer ter tudo que nunca tivemos? Medo do que os outros pensam? Medo de sermos julgados? Mas quem é vive dentro de nós? Quem é que vive a nossa vida? Somos fracos quando mostramos tristeza, desilusão, mágoa?
Chorar, sim. Sentir tristeza, sim. E desilusão. E mágoa. E vontade de gritar, de bater com a porta, de virar a mesa. Chorar tudo hoje e amanhã e mais um par de dias se nos apetecer. Dar-nos esse tempo de poder sentir tristezas, desilusões ou mágoas.
Depois limpar as lágrimas, levantar o queixo, sentir a força retemperante do alívio. Arrumar tudo que não nos faz bem nas prateleiras mais altas de nós. Seguir em frente.
Amanhã é outro dia e ninguém devia seguir pela vida triste, aos soluços, a chorar aos bocadinhos todos os dias (ainda que seja por dentro). Porque há muitas coisas boas que se perdem enquanto caminhamos de olhos postos no chão e enquanto choramos de olhos fechados para a vida, é verdade.
Mas ninguém é menos forte quando chora, quando se sente triste, desiludido ou perdido. Ninguém."
terça-feira, 7 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Ao contrário do que eu esperava Setembro foi um mês difícil, e o inicio deste mês continua a ser complicado. Sei que só o tempo me poderá ajudar, e sinceramente desejo fortemente que estes dias passem a correr e que cheguem aquele cheios de Luz e serenidade. Até lá, o coração continua a doer, mas sempre apoiado por quem dia após dia o aconchega e me ajuda a erguer a cabeça bem no topo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Limpar, organizar, arrumar
Hoje de madrugada deu-me uma enorme vontade de arrumar o quarto. Ando com ideias de fazer uma pequena remodelação e comecei pelas caixas enormes cheias de folhas com apontamentos, slides e cadernos da faculdade. Organizei as disciplinas da faculdade e deitei fora umas 5798 folhas de apontamentos que já não me faziam falta. Ao pegar em cada molho de folhas vinha a nostalgia. Pegava em certas folhas e parecia que as tinha escrito ontem. Lembrava-me do momento e soube bem recordar. Neste momento tenho o quarto virado do avesso, a preguiça deu lugar à anterior vontade de arregaçar mangas, talvez para as 3h da matina me ponha outra vez a arrumar. Mas mais importante que limpar, organizar e arrumar o quarto é limpar o que não me pertence do coração, organizar as ideias nesta cabeça e arrumar os momentos que já não voltam em gavetas na memória da Vida.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
Assim-assim
Ando assim-assim. Como assim-assim. Sinto assim-assim. Detesto sentir-me assim, assim-assim. Nestes dias, procuro pensamentos de força acreditando sempre em mim e no que realmente é melhor para mim, apoio-me nos amigos e vou-me inspirando em blogues, como é do da Sofia que adoro.
"Muitas vezes fazemos depender aquilo que queremos da validação dos outros. Esperamos por um sim dos outros para avançar, por um sim que nos dê mais confiança e mais força para seguir em frente. Tantas vezes não avançamos porque achamos que sozinhos não somos capazes. Achamos que sozinhos não vamos conseguir. Claro que é muito melhor ter alguém ao nosso lado, que nos dá a mão, que está lá para nós, incondicionalmente. Mas às vezes não dá, às vezes essa pessoa não existe, às vezes existe e não quer estar e a vida segue indiferente a tudo o que gostávamos que fosse.
A questão está em conseguir perceber, sozinhos, aquilo que merecemos. Em ter a certeza que nós somos a pessoa que melhor nos conhece. Em gostarmos de nós e da pessoa que somos, da nossa força de vontade em chegar onde queremos chegar e sem depender de ninguém.
A questão é perceber que muitas vezes vale mais a pena conversar connosco do que com quem só abana a cabeça e não nos ouve. Vale a pena ouvir o que diz o coração, de forma honesta e com intenção de ser ouvido. Vale a pena pôr tudo o que dói, tudo o que magoa, todas as dúvidas e medos em cima da mesa, fazer uma boa limpeza, deixar só o que vale a pena e livrarmo-nos do resto. Encontrar em nós a força que precisamos e seguir em frente.
Às vezes conseguimos ser o nosso pior inimigo. Conseguimos boicotar a nossa própria ideia de felicidade. Pensamos que não merecemos, que há coisas que não são para nós. Carregamos culpas até doer as costas e a alma, achamos que vida feliz é coisa dos filmes, que se uma coisa nos está a correr bem é porque duas ou três vão correr muito mal, e vamos deixando a nossa mente vaguear nesta espiral de «má onda», sem vírgulas e ainda menos um ponto final. Deixamos que este círculo vicioso controle as nossas escolhas, os nossos passos, as nossas decisões e até as pessoas que entram ou saem da nossa vida.
E a vida passa. E passa a correr. E passa indiferente às nossas dúvidas, aos nossos medos, às nossas hesitações, às nossas indecisões, às nossas dores de crescimento. E um dia, quando olhamos para trás, percebemos que teria sido tão mais simples se naquela dúvida de poder errar, naquela ansiedade de querer ser perfeito, naquela dependência pela validação do outro, naquele medo que paralisa, tivéssemos tido a coragem de virar a mesa, de nos virarmos do avesso e de dar um passo em frente, ou para trás (ou para o lado).
É que na vida muitas e muitas vezes é preciso fazer certo o que muitos pensam que é errado. É preciso perceber que ninguém vai resolver a nossa vida por nós, ninguém vai pagar as nossas contas por nós, ninguém vai educar os nossos filhos por nós, ninguém vai amar por nós, chorar por nós, sentir e viver por nós. Ninguém vai deixar a nossa casa em ordem e a nossa mente equilibrada. Só nós.
Se não arregaçarmos as mangas, se não respirarmos fundo e seguirmos em frente a nossa vida vai ficar parada exactamente no mesmo lugar.
Saber viver também é parar de idealizar um momento perfeito para avançar. Uma pessoa perfeita para amar. E um mundo perfeito para ser feliz."
Saber viver também é parar de idealizar um momento perfeito para avançar. Uma pessoa perfeita para amar. E um mundo perfeito para ser feliz."
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Muito, muito, muito bom!
Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. "
Miguel Esteves Cardoso
Go On
Dói quando percebes que és o único a rumar contra a maré, que és quem segura primeiro nos remos e ajeita a vela enquanto o outro apenas assiste. Dói quando percebes que és o único que tenta, que consegue, que se esforça num novo começo com um diferente fim. Dói quando percebes que o interesse diminuiu, que as prioridades não estão ajustadas e que o tempo virou desculpa para os não encontros. Dói quando percebes que estás a dar mais numa relação do que o outro. Dói, mas dói muito mais quando não temos consciência disso e continuamos a fazer esforços em vão, a lutar em vão, a acreditar em vão. Dói, dói muito mas irá deixar de doer porque o amor que sinto por mim é maior que todos os outros.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
...
"A vida é muito curta para perder tempo com as pessoas/coisas erradas. É muito curta para deixarmos que nos roubem a alegria, que nos tirem a energia.
Quem nos quer na sua vida cria espaço para nós. Tão simples quanto isto. Ninguém devia ter de lutar por um lugar na vida de outra pessoa. Mas a vida é mesmo assim. Há «estradas» que temos mesmo de percorrer até ao fim. Quedas que temos mesmo de dar. Pancadas que temos mesmo de levar. E como ninguém no mundo sai ileso das pancadas da vida, é nessa curva que aprendemos. É nessa curva que percebemos o que significa reequacionar as nossas prioridades, o que significa arrumar noutra gaveta as importâncias e as urgências que podem esperar.
É que a idade, a vida, os erros, as falhas, as quedas, as pancadas e as pessoas erradas, não trazem só coisas más. Também nos ajudam a perceber quando é chegado o dia em que passamos a ser a nossa prioridade, a pensar mais em nós, e a deixar de ter pressa de provar aos outros o que quer que seja."
às nove no meu blogue
às nove no meu blogue
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Sonho acordada com esta música:
Não é o meu estilo de música, mas desde que a minha irmã me mostro que não oiço outra coisa. Não pela letra, não pela voz, mas pelo ritmo. Dá vontade de saltar da cama e dançar e eu gosto muito disso.
O rapaz do pijama às riscas
mas o titulo poderia ser "como levar um valente murro no estômago". Já há muito tempo que queria ver o filme, vi-o hoje. Pensando no filme vem-me à cabeça as palavras crueldade, injustiça e revolta. Deu-me vontade de sair de casa e ir a correr abrir a câmara de gás, gritando bem alto "parem, parem, são crianças, são inocentes". Mas não eram só as crianças inocentes, eram todos os judeus que foram mortos de forma cruel pelos nazis e por todos os outros que compactuaram com esta tentativa de extermínio. Este filme toca num ponto sensível - as crianças - e mostra o outro lado, o "e se fosse connosco?". De certeza que aquele pai se sentiu culpado para toda a vida, matou milhares de crianças dos "outros", não pensando que, um dia, poderia ser a "sua". Chegou tarde de mais.
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