quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

2015



Chegas-te a correr, depressa, quase apanhados desprevenidos. Enquanto caminhava ouvi o fogo de artificio que te brindou com um lindo cenário de boas vindas. Brindei com a Inês, uma amizade que se fortaleceu em 2014 e que quero manter para toda a Vida. Continuámos a caminhar para ver melhor o fogo de artificio do outro lado da margem e voltámos a brindar, várias vezes, todos juntos. Pelo meio desejávamos Feliz Ano Novo 2015 e eu, no meu interior desejava com todas as forças as minhas concretizações. Não houve passas, apenas uma grande força de vontade e uma Paz serena que me acalmou o peito e me sussurrou baixinho "vai correr tudo bem Marta". 2015 chegou enquanto caminhava e é a caminhar que o quero percorrer com muitos brindes, amigos, crescimento e festas à mistura. Sei da importância de parar, estagnar enquanto se ajusta rotas, recarrega baterias e redefine objectivos, mas 2015 esvaziou-me a bagagem pesada que tinha e trouxe-me a vontade de avançar, agora mais leve. Se 2014 me abriu as portas para a mudança e conhecimento, 2015 é tempo de consolidar todas essas oportunidades criadas. É o ano em que quero continuar a conhecer-me, a limar arestas e a perceber realmente a importância da Vida. Talvez seja um ano de introspecção e de inspiração, onde irei procurar a calma e a Paz há muito desejadas.




Um Feliz Ano Novo 2015 a todos os que por aqui passam. Muito Obrigado!

sábado, 3 de janeiro de 2015

2014




Olho para trás e pergunto-me como 365 dias passaram tão rápido: Fui a Amesterdão como viagem de finalistas, os meus amigos terminaram o curso, (eu fiquei pendurada com duas cadeiras e as aulas já não são as mesmas sem eles), trabalhei no Rock in Rio, comecei e acabei um relacionamento, trabalhei na praia, fui ao Porto, fiz vários trabalhos como promotora, fui a muitos cafés, comi refeições vegan pela primeira vez, comecei a gostar de bebidas com café, o meu Tommy e Teddy partiram, fomos buscar o R que é um amor, falei muito, ri ainda mais e sorri todos os dias. Também chorei bastante, conversei, pesquisei, aprendi, cresci e vivi. Foram 365 dias intensos e se poder escolher o melhor de 2014, não tenho dúvidas, foram as pessoas maravilhosas que se cruzaram no meu caminho. Foram elas que me fizeram e fazem crescer todos os dias, que são o empurrão necessário quando estou estagnada. Foram elas as responsáveis por tantas mudanças, perguntas e escolhas interiores. Pelo meu estado permanente de graça por ter o que tenho à minha volta. Passei muitos bons momentos em 2014 e, fico Feliz, quando são esses bons momentos que recordo em primeiro lugar, deixando para trás, em 2014, aqueles que não me fazem falta. 

Que 2015, venha daí cheios de risos e sorrisos! 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014



Apercebi-me que estava a fugir mesmo estando parada. Estava a fugir de um afastamento que irá ser necessário. Tentei ser forte e adulta. Tentei esquecê-lo mesmo estando, algumas vezes, na sua presença. Mas não consigo. Muitos dizem que é parvoíce deixar de ir a sítios que adoro porque ele também lá está, que existem mais pessoas, que não devia anular algo que goste por ele. Talvez seja burrice, mas eu tentei da melhor forma e não consegui. Agora é dar o corte radical e começar de novo. É afastar, anular e fazer a desintoxicação daquela pessoa que me é tão tóxica. Vai custar, vão estar acontecimentos e pessoas que adoro envolvidas, mas tenho esperança e fé que mais lá à frente, irei olhar para trás e respirar de alivio. Irei sentir-me de novo livre, com o Coração em Paz e revigorada para voltar a fazer aquilo que tanto gosto e que  me enche e preenche o Coração mesmo na sua presença. Talvez comece só agora a prova de fogo: afastar-me para me conhecer! 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Um aviso há nevagação

Só sigo blogues porque QUERO e não porque me vão seguir de volta. Sigo porque gosto da escrita, dos assuntos, das fotografias, sigo porque gosto e gosto porque sim. Não percebo a mania dos comentários "sigo, segue de volta" ou "visita o meu, segue que eu sigo de volta". Eu quero que me sigam porque gostam de vir a este espaço, porque realmente querem seguir os meus desabafos deprimentes ( que realmente não interessam a ninguém), porque realmente querem seguir e não para ter mais uma seguidora. Se for por isso então podem esquecer que daqui não levam nada. Quero que estejam aqui de livre vontade e não com segundas intenções. Prefiro ter cinco seguidores que realmente se interessam por aquilo que escrevo, do que 2000 só porque sim e nunca mais cá põem os pés. Não levem a peito, mas isso de rally seguidores, visitas e comentários não me interessa, amigos na mesma ok? 



Em 3,2,1... A Marta a ficar sem seguidores! 

O que a Vida me trás

Nesta viagem ao Porto, enquanto partilhava vivências antigas e novas com as minhas amigas, pensava na admiração que tenho por elas. Hoje enquanto almoçava com uma disse-lhe que a admirava (e muito) e que era uma inspiração para mim. Ela riu-se, talvez tenha pensado que estava a exagerar mas não estava. Se há pessoa que aproveita, agarra, luta e merece todas as oportunidades é ela. Não nos conhecemos desde sempre, mas quero que esta amizade dure para sempre. Tenho muito orgulho em ter alguém assim ao meu lado, genuína. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Blog Your Dreams *


Voltei do Porto rouca, cansada mas com recordações fantásticas. A cidade é linda, estava com as minhas amigas e senti-me completamente em casa. As pessoas são uma simpatia e só temos razões de queixa em dois ou três cafés onde quase pedimos desculpa por querermos usufruir do serviço disposto e pago, os cafés. Sei que todos temos os nossos dias de sorrir mais ou menos, mas existe o mínimo que devemos ter em consideração. Afinal cafés há muitos e se é um frete os tirar, então existem muitos mais à espera de clientela. Mas adiante que isto de pessoas mal educadas há em todo o lado, estava a precisar de sair daqui. Confesso que soube-me a pouco e até precisava de mais. Não me fez tão bem como estava à espera, talvez por esperar de mais (sempre de mais), talvez porque foram dias cansativos a visitar tudo o que conseguíamos ou talvez porque tinha a cabeça ainda muito ligada a Lisboa. Agora é pensar na próxima viagem e agradecer as preciosas amigas que tenho ao meu lado. Obrigado, Obrigado, Obrigado! 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014




Apetecia-me tanto escrever, mas não me saí nada. Penso, escrevo, apago, não penso, escrevo à mesma, volto a apagar. Só consigo escrever frases soltas que juntas não fazem sentido e logo hoje que me faz falta. Tenho a cabeça a mil, logo é difícil conseguir organizar as ideias. Ando meia confusa, por um lado sinto que não estou parada, que trabalho, estudo, estou com os meus amigos, por outro sinto-me parada, à espera de dias com trabalho, à espera das aulas, à espera dos cafés com amigos. Tento fazer o melhor que sei, aproveitar as oportunidades que cada dia me trás mas sinto falta de mais. Talvez tenha eu que ir atrás das oportunidades e não ficar à espera que seja o dia a proporcioná-las. Mas onde, onde é que eu as encontro? E como, como é que as faço? Sinto-me sem bússola, à deriva pelas marés que estando calmas ou agitadas me levam para um destino incerto, Talvez só precise de calma para estes dias em que a Vida estagna para recomeçarmos em força, talvez só precise de esperança por dias que me preencham a alma e talvez só precise de Fé, muita Fé no Universo. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ah ah ah



Vi esta imagem no blogue da Pipoca mais Doce. Esta comparação é a mais ridícula que li nos últimos tempos. Tenho medo, muito medo de quem não consegue separar um Homem como o Mandela, de uma pessoa tão vulgar como o Sócrates.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Amor maior que a Vida:

Tenho-te em mim todos os dias: em pensamentos, em actos e em recordações que guardo com saudade do lado esquerdo do meu peito. Há dias em que as saudades são facilmente ultrapassadas pela azáfama do dia-a-dia, mas noutros ela desperta, aperta e torna-se bem presente na minha memória. A dor já não me esmaga, acho que consegui aprender a ter-te comigo bem Viva no meu coração e não nos meus braços, mas há momentos em que a tua ausência faz-me sentir meio perdida. Fazes-me falta. Vou procurando o teu amor e revendo a tua imagem noutras pessoas, contudo não é, de todo, o mesmo. Não és tu e eu precisava tanto de ti, dos teus beijinhos, dos teus abraços, dos teus sábios conselhos, ou simplesmente da tua presença. És o meu exemplo, quem me guia e é em ti que vou buscar as forças que preciso. Às vezes pergunto-me que conselhos me darias, o que farias, como agias. Muitas das vezes não sei a resposta, ou até sei mas falta-me o teu empurrão, a tua voz, a tua força, a tua coragem. Faltas-me tu e só tu.


sábado, 15 de novembro de 2014

Blog Your Dreams *



Em breve vou ao Porto com mais duas amigas. Vou juntar o regresso ao Porto que adoro, a companhia de duas pessoas maravilhosas e a necessidade de fugir daqui. Precisava urgentemente de fugir a esta rotina de casa - faculdade - casa - café. Assim, fiz o convite e como são fantásticas aceitaram. É frustrante ir à faculdade apenas duas vezes por semana e o resto da semana ser passada em casa ou em poucos cafés. Sou uma pessoa activa, que gosta de desafios, de ser estimulada e neste momento não me sinto satisfeita. Preciso de desafios novos, pessoas novas, sítios novos, experiências novas. Preciso de me renovar e penso que esta escapadela vai me fazer muito bem. 

Então eu pensei: se eu vou ao Porto e se eu sigo ou seguia (porque deixaram de escrever com muita pena minha) algumas bloggers do Porto, tem que existir um café. Pedi conselhos sobre sítios a visitar, para a borga e fiz o convite. Porém, houve um (e desculpem-me as outras meninas) que teve um impacto diferente em mim. Talvez porque sinta uma grande admiração por ela e falo da Rita, d' "Este blog precisa de um nome". Enviei o e-mail com a consciência que o não era garantido e que até poderia não ser respondido. A resposta veio hoje, com um pedido de desculpas pela resposta tardia e com sinal positivo. Já dei pulinhos de alegria. Obrigado, Rita! :) 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Vinde a mim, vinde!!!




Isto da crise é uma merda, então nada melhor que arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. A C. chic é a minha página onde coloco lá trabalhos feitos por mim, colares, pulseiras e tudo e mais alguma coisa. Já a tenho há algum tempo, mas por vários motivos afastei-me destas lides. Agora voltei e em força!!! Ide por gosto ide e partilhar com as vossas amigas! Obrigado!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ainda?


Sim ainda dói. Consigo me recompor, longe de ti, da tua presença que ainda não me é indiferente e ainda me perturba. Mas quando te vejo o chão foge-me dos pés, as minhas pernas tremem e a minha voz falha. Lá vem tudo outra vez. As lembranças, os pensamentos, as mágoas e a puta da expectativa que digas aquelas palavras que gostava de ouvir mas sei que não vão ser ditas. Acho que o problema está todo aí, nas falsas expectativas que vamos criando. E são falsas porque, por muito que queiramos, elas não se irão tornar realidade. E são ainda mais falsas porque nós temos bem consciência disso, mas elas conseguem sobrepor-se ao lógico e ficam a pairar nas nossas mentes iludidas. Começamos a pensar que aquele olhar de relance foi para nós, que aquele sorriso foi para nós, que tudo o que o outro faz é para nós. E que se calhar, afinal, ainda pode haver esperança em algo mais que acabado. Que puta de lógica isto faz? Não faz. 

Sim, ainda dói. Ainda. 



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

pobre sofre, então se for mulher!

Uma pessoa está descansada a cuscar as novidades dos "amigos" facebookianos e depara-se com esta camisa:


No corpitcho da Cristina Ferreira. Fui guiada pela curiosidade e deparei-me que  é da sua loja, mas podia vir para a minha casa não fosse o preço. Aquela barreira constante na minha Vida.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sempre gostei de borboletas!


Eu ando por aqui. Às vezes carrego no botão "criar mensagem nova" , mas as palavras fogem-me dos dedos e eu não corro atrás delas. Sinto falta, talvez por isso esteja agora a tentar agarrá-las. Disse a mim mesma que voltava ao blogue com outro tipo de textos, com o astral mais elevado, mas ainda não é desta. Continuo em frente aos trambolhões, uns doem mais do que outros, salvam-me a minha família e amigos que são a minha rede de amparo. Estou numa fase de introspecção um pouco forçada, mas talvez necessária. Quando não nos sentimos felizes o melhor é parar e mudar a direcção do caminho. Mas às vezes somos obrigados a mudar essa mesma direcção, mesmo que queiramos continuar pelo mesmo caminho. E isso magoa, sentimo-nos perdidos. "Para onde vamos", "o que fazemos", "como fazemos"... Quando chegamos ao fim do trilho, a única solução é olhar para os lados e perceber que podemos, nós, fazer os nossos próprios atalhos, que o caminho se faz caminhando sempre em frente ou para os lados, mas nunca para trás. Quando começamos a dar os primeiros passos, mesmo a tropeçar, percebemos que a vida é mesmo assim: em constante mudança e que uns caminhos terminam, mas outros começam. Afinal são os nossos pés que têm o poder de abrir novas metas, as que nós quisermos. Basta acreditar. Basta sonhar. Basta crer em nós e nas nossas bússolas interiores que nos guiam para o melhor. 
Neste momento estou a mudar de direcção, a abrir um novo caminho. Não sei para onde vou, mas sei para onde não quero ir. E se por um lado tenho medo do desconhecido, por outro tenho fé nas surpresas boas da Vida. Resta-me esperar que o caminho fique cada vez mais firme, os meus passos cada  vez mais seguros e que comece a desfrutar desta minha nova caminhada! 

sábado, 18 de outubro de 2014

Tempo.



Podemos ler as mais frases mais bonitas e cheias de verdades (quase) absolutas. Podemos saber que direcção devemos seguir- sempre em frente. Podemos até saber o que quereremos e distingui-lo do que merecemos. Podemos ter tudo isto bem presente na nossa mente, mas quando o assunto mexe e remexe com o coração, aí só precisamos de tempo: para aceitar, para compreender, para crescer. Tempo. E neste momento é dele que preciso, das suas respostas, dos seus ensinamentos, mas mais importante, das suas curas. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Paz: Malala e Kailash

Fiquei Feliz. O meu coração está orgulhoso deste prémio, mesmo não conhecendo a Malala pessoalmente (infelizmente) e conhecendo apenas a história dela, o caminho de luta, de garra e de coragem, Malala é, sem dúvida, um dos grandes exemplos para mim de força. Sendo eu uma feminista, o meu orgulho também vem de ser uma rapariga a conseguir vencer o prémio e o muito preconceito porque sofreu e ainda sofre. Muitos ou muitas, não sabem a sorte que têm por terem nascido em países onde a igualdade de géneros é imposta e aplicada, existindo a escravidão do sexo """"mais fraco"""".
Malala tem apenas 17 anos e já fez tanto, mas tanto por este mundo. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Kailash Sayyarthi, mas quando acabar de escrever este post, a primeira coisa que irei fazer é pesquisar sobre as suas acções humanitárias. Já o ano passado Malala tinha ganho outros prémios que me tinham deixado orgulhosa, mas este inchou ainda mais o meu Coração.
Que este reconhecimento seja a abertura de novas portas e janelas para o conhecimento das causas defendidas por estes dois grandes Seres Humanos e para as tantas, mas tantas meninas que, ainda hoje, em pleno século XXI continuam a ser tratadas como simples objectos sexuais e de escravidão. 


"[Ao ser ameaçada pelos talibãs, em 2012] Comecei a pensar: se um talibã viesse, o que faria? Talvez tirar um sapato e bater-lhe. Só que, se o fizesse, não haveria diferença entre mim e o talibã. Não devemos tratar os outros com crueldade. Devemos lutar pela paz, pelo diálogo e pela educação. Então decidi: dir-lhe-ei o quão importante é a educação e que a desejo até para os seus filhos e dir-lhe-ei que era isso que lhe tinha a dizer, mas que ele podia fazer o que quisesse" Malala Yousafzai

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sentir *

Perguntam-me como estou. Eu respondo que estou bem obrigado, mas a resposta vem sempre "quem é que queres enganar?". E ai respondo com o coração, que posso não estar bem, com o sorriso alegre que me caracteriza e riso fácil, mas irei estar. Que não é por me doer uma parte do coração que se alastra para outros pontos vitais do mesmo. Que se uma porta se fechou, existem ainda as janelas abertas e as outras portas do lado. O mundo está cheio de opções, cabe-nos a nós escolher a melhor para nós. É importante conseguirmos ter a noção do real problema, não fazer com que seja um pedregulho que nos tapa o caminho, mas sim um grau de areia ao qual conseguimos contornar sem grandes problemas. Mas se vierem os problemas é focar em arranjar soluções. Se realmente estou bem? Depende para que lado olho, se para o menos bom e sinto o coração pequeno quase esmagado ou para o bom, para o Coração que incha com a família que me ama e protege e os amigos que me apoiam e me aturam. Embora saiba que existem estes dois lados, e que alguns problemas da vida têm a dimensão que lhes dermos, na prática é complicado pensar sempre no lado positivo. Por isso há alturas em que me permito olhar para o lado menos bom e chorar, ficar triste, pensativa. Porque é importante sentir, até que o sentimento que nos encolhe comece a desvanecer, as lágrimas a secarem, a tristeza a ir embora e os pensamentos a começarem a focar-se no lado certo da nossa vida. 


"Há quem pense que as pessoas fortes não choram, não têm dias não, não se desiludem, não batem com a porta, não viram a vida do avesso. Que têm o coração, a alma e a pele diferente dos outros. Porque são fortes, aguentam.

Mas alguém é menos forte quando chora? Qual é o problema de chorar? Qual é o problema deitar tudo cá para fora? Qual é o problema de dizer tudo o que nunca dissemos? Qual é o problema de querer ser tudo o que nunca fomos? E de querer ter tudo que nunca tivemos? Medo do que os outros pensam? Medo de sermos julgados? Mas quem é vive dentro de nós? Quem é que vive a nossa vida? Somos fracos quando mostramos tristeza, desilusão, mágoa?
Chorar, sim. Sentir tristeza, sim. E desilusão. E mágoa. E vontade de gritar, de bater com a porta, de virar a mesa. Chorar tudo hoje e amanhã e mais um par de dias se nos apetecer. Dar-nos esse tempo de poder sentir tristezas, desilusões ou mágoas.
Depois limpar as lágrimas, levantar o queixo, sentir a força retemperante do alívio. Arrumar tudo que não nos faz bem nas prateleiras mais altas de nós. Seguir em frente.

Amanhã é outro dia e ninguém devia seguir pela vida triste, aos soluços, a chorar aos bocadinhos todos os dias (ainda que seja por dentro). Porque há muitas coisas boas que se perdem enquanto caminhamos de olhos postos no chão e enquanto choramos de olhos fechados para a vida, é verdade.
Mas ninguém é menos forte quando chora, quando se sente triste, desiludido ou perdido. Ninguém."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2014


Ao contrário do que eu esperava Setembro foi um mês difícil, e o inicio deste mês continua a ser complicado. Sei que só o tempo me poderá ajudar, e sinceramente desejo fortemente que estes dias passem a correr e que cheguem aquele cheios de Luz e serenidade. Até lá, o coração continua a doer, mas sempre apoiado por quem dia após dia o aconchega e me  ajuda a erguer a cabeça bem no topo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quanto mais apertado, melhor!

Limpar, organizar, arrumar




Hoje de madrugada deu-me uma enorme vontade de arrumar o quarto. Ando com ideias de fazer uma pequena remodelação e comecei pelas caixas enormes cheias de folhas com apontamentos, slides e cadernos da faculdade. Organizei as disciplinas da faculdade e deitei fora umas 5798 folhas de apontamentos que já não me faziam falta. Ao pegar em cada molho de folhas vinha a nostalgia. Pegava em certas folhas e parecia que as tinha escrito ontem. Lembrava-me do momento e soube bem recordar. Neste momento tenho o quarto virado do avesso, a preguiça deu lugar à anterior vontade de arregaçar mangas, talvez para as 3h da matina me ponha outra vez a arrumar. Mas mais importante que limpar, organizar e arrumar o quarto é limpar o que não me pertence do coração, organizar as ideias nesta cabeça e arrumar os momentos que já não voltam em gavetas na memória da Vida.