terça-feira, 19 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
...
Ontem foi dia de ir ao cinema com os meus primos. Enquanto caminhávamos, lembrei-os que há um ano atrás (e mais uns dias) tínhamos ido, os três, pela primeira vez, ver o filme "12 anos escravo" e recordava-me de como muito mudou desde então. Não foi o cinema, nem o filme, mas foi o dia e o seu desenrolar de emoções que me fizeram renascer.
Todos os anos crescemos, temos novas experiências, descobrimos novas fórmulas, mas existem marcos que nos transformam por dentro e isso é o renascer de nós próprios. Os nossos olhos começam a observar o mundo de outro prisma e de novas formas. E eu senti (e ainda sinto) essa transformação a borbulhar dentro de mim.
Fiquei naquele momento com nostalgia e saudade daquela felicidade de paz e liberdade sentida o ano passado. Senti saudade da minha vida há um ano atrás principalmente da faculdade por ter os amigos sempre por perto. Sou uma merda com o desapego e este ano ano trouxe consigo o fim desse ciclo que tão bons momentos me proporcionou, por isso ainda me custa gerir.
Hoje, um ano depois, apesar de estar grata por todo o conhecimento e o amor que, ao longo deste ano, se proporcionou, falta-me qualquer coisa que ainda estou a descobrir. Tenho palpites: a falta da presença regular dos meus amigos e falta de mim mesma, por inteiro. No último livro que li ,"Jesusalém" de Mia Couto, o autor fazia uma comparação entre uma personagem e a polpa e o caroço de uma fruta. Neste momento, estando a tentar construir um bom caroço, mas é da polpa, da minha, que mais sinto falta.
Hoje, um ano depois, apesar de estar grata por todo o conhecimento e o amor que, ao longo deste ano, se proporcionou, falta-me qualquer coisa que ainda estou a descobrir. Tenho palpites: a falta da presença regular dos meus amigos e falta de mim mesma, por inteiro. No último livro que li ,"Jesusalém" de Mia Couto, o autor fazia uma comparação entre uma personagem e a polpa e o caroço de uma fruta. Neste momento, estando a tentar construir um bom caroço, mas é da polpa, da minha, que mais sinto falta.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Já dizia a minha tia há uns tempos: "hoje em dia, as pessoas sobem uma escada e pensam que já estão no topo". Tão verdade e tão triste ao mesmo tempo. Cada vez mais as pessoas se disputam, passam por cima de tudo e de todos não olhando para o lado. Os meios começaram a justificar os fins, mesmo que seja por um aumento de uns míseros euros. Espezinhar virou moda de quem tem ou pensa que tem o poder e a submissão por parte de quem cumpre virou hábito por medo de perder o emprego. A resignação é a solução para a permanência dos empregos, sempre assombrados pelos números crescentes do desemprego. É triste saber que, provavelmente, é isto que me espera no futuro: resignação, submissão, escravidão.
Neste momento, o meu feitio não me permite calar. Apesar de não ter nada contra os meus supervisores (são uns amores), a semana passada uma colega que não me é nada faltou-me ao respeito e ameaçou-me. Esqueceu-se que empresas de trabalhos temporários há aos pontapés e pensou que ficaria a tremer com as ameaças. Enganou-se, não consegui ficar calada. Primeiro, não estou preparada para injustiças nem para resignações. Segundo, fazer promoções é algo que gosto mas não é algo que me preenche, não é o meu trabalho de sonho e tenho outros objectivos, outros sonhos. O caminho que quero trilhar passa por outras rotas, por isso não vou deixar que me pisem porque não tenho medo, sei o que valho.
As pessoas estão a fazer tudo ao contrário. Em vez de se unirem, ajudarem e lutarem juntas contra as injustiças praticadas pelos grandes, queixam-se mas à primeira oportunidade vendem-se por migalhas, juntando-se a eles e lixando o maior número de pessoas. É o tudo ou nada num país com os valores cada vez mais diminutos.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Palavras escritas com o coração:
Podemos duvidar de tudo, menos de nós. É uma das regras mais
básicas de auto-sobrevivência. Quantas vezes somos nós os nossos próprios
inimigos? Quantas vezes críamos nós os nossos próprios monstros nas nossas
cabeças e damos o alimento que eles necessitam para se manterem bem vivos
dentro dela? Quantas vezes somos nós os primeiros a fazer auto criticas e a
construir barreiras no nosso caminho? Os medos, as inseguranças, as
ansiedades não nos permitem ir mais além da nossa zona de conforto.
segunda-feira, 23 de março de 2015
(...)
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.".
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
sexta-feira, 20 de março de 2015
(...)
Voltei a pensar nos "ses". Naquela hora, naquele local, tive um bombardeamento de recordações. Voltei a repensar no que pensava já estar arrumado e quase fechado. Pus tudo em causa, tive dúvidas e a pior de todas, duvidei de mim. Sou demasiado transparente, então luto interiormente para, pelo menos, neste assunto não transparecer aquilo que sinto. Fujo quando os sentimentos estão quase a ser desvendados e esforço-me por sorrir. Poucos conseguem compreender-me e esses estão longe. Sei que só depende de mim caminhar em frente, mas por mais que siga caminho, existem ainda pequenos bombardeamentos de recordações, de perguntas, de "ses", que me fazem olhar para trás. Falam em tempo e eu espero, mas já um pouco impaciente. Talvez seja esse o erro, a impaciência.
No dia que aceitar que o tempo não tem tempo, talvez me solte. Até lá, vou me redescobrir.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Sobre o dia do Pai:
Deixemos de lado o consumismo e agarremos o que realmente importa: o afecto, a atenção, o verdadeiro amor: o de pais.
segunda-feira, 9 de março de 2015
SOL
Que saudades que eu tinha deste tempo maravilhoso e destes dias lindos cheios de LUZ!
É o renascer, todos os dias, um bocadinho! :)
sexta-feira, 6 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
*
Estou há horas a tentar escrever este post. Talvez pela tristeza não consiga ou não saiba como escrever.
Quando sentes que te dás a mais é preciso parar. E paro agora.
É esse o conselho e é isso que penso ser o caminho correcto, para me conhecer. É preciso voltar a redefinir prioridades: eu no topo.
É necessário dar o salto e crescer.
Sem julgamentos.
Sem pressões.
Sem medos.
terça-feira, 3 de março de 2015
Há alturas que temos de corrigir bússolas e ajustar rotas. Mas, mais importante do que o "para onde vamos" é o "como vamos": se iguais a nós mesmos dos velhos caminhos, se renovados pela evolução do dia-a-dia. Todos os dias são de ensinamento e o passado apenas serve para retirarmos lições e ensinamentos. É preciso de vez em quando fazer reset e soltar os cordões que nos ligam a histórias, pessoas ou lugares. Porque há caminhos que não são feitos para se voltarem a cruzar e enquanto ficarmos presos a caminhos velhos, estamos a impedir-nos de conhecer outros tantos. O tempo certo é o agora, o hoje, porque o ontem já passou e o amanhã é incerto.
Vou fazer este ensinamento comigo mesma, permitir-me mudar, um dia de cada vez. Sem pressas, sem pressões, sem julgamentos da pior tirana: eu mesma. Aprender a não levantar a voz, a contar até mil, a ouvir mais. Um dia de cada vez, porque quando juntar muitos dias, virei a diferença!
música com a alma: que soy gitana
Eu nunca usava uma máscara
Eu vou passar
Para esta breve mundo
Não Pretengo parar
Diga-me que anda
Quando você pode voar?
Meu destino é caminhar
Minhas memórias
Eles são uma vigília no mar
O que eu tenho, eu dou
Eu digo o que penso
Leve-me como eu sou
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana
Eu sou cigana
Eu ainda sou um aprendiz
Em cada beijo
E cada cicatriz
Algo poderia compreender
De tempos eu tropeço
Eu sei como cair
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana
Venha e veja
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos
Leve-me e nós
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos
Eu quero ver você voar
Eu quero ver você voar
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Se eu vim ontem
Tome hoje
Eu estou indo embora amanhã
Eu sou cigana
Eu vou passar
Para esta breve mundo
Não Pretengo parar
Diga-me que anda
Quando você pode voar?
Meu destino é caminhar
Minhas memórias
Eles são uma vigília no mar
O que eu tenho, eu dou
Eu digo o que penso
Leve-me como eu sou
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana
Eu sou cigana
Eu ainda sou um aprendiz
Em cada beijo
E cada cicatriz
Algo poderia compreender
De tempos eu tropeço
Eu sei como cair
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana
Venha e veja
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos
Leve-me e nós
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos
Eu quero ver você voar
Eu quero ver você voar
E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado
Se eu vim ontem
Tome hoje
Eu estou indo embora amanhã
Eu sou cigana
segunda-feira, 2 de março de 2015
Palavras escritas com o coração
cheias de gratidão por essa gente que me abraça e me conforta num mundo agitado. Grata por ter pessoas para abraçar, no sentido total do acto, encostando um coração no meu.Gente que me acalma a alma, suspensa dentro de um mundo de dois braços abertos a receberem-me. Grata por ter quem me abrace e me deixe entrar, entre os seus braços, deixando-me levitar e sonhar. Grata por ter também quem procure o conforto dos meus abraços. Mais que um encontros de dois corações, é um envolver de duas almas.
domingo, 1 de março de 2015
sábado, 28 de fevereiro de 2015
(re) vitalizar
Acordar tarde, depois de uma semana a dormir mal, mas acordar bem. Mesmo com vestígios de sono atrasado e pernas cansadas de uma semana em pé. Acordar com o coração bem grande por ter estado na noite anterior com as amigas, aquelas amigas, que curam com as palavras, que salvam com o olhar e que nos acordam com a simples presença. Um, dois, três copos de vinho, música de fundo, novidades contadas, entre risos e caras sérias, que há tempo para tudo, porque o tempo pára, deixa de ser tempo e passa a ser partilha, até que uma de nós olha para o relógio e nos acorda a todas, do nosso momento conjunto. E só mais cinco minutos. sabendo que cinco minutos se multiplicarão. sabendo também que irão existir mais sonhos partilhados, mas que a despedida de amigos e o acordar de um sonho conjunto custa sempre. Bebemos o vinho, vamos para a porta sabendo que está sempre aberta para novas entradas e rindo, rindo sempre. Cada uma com as suas mágoas e tristezas, mas rindo porque quando estamos juntas as tristezas vão se curando. É um mundo só nosso, dentro de um momento múltiplo. Que bem que me soube acordar com as pernas cansadas, mesmo tarde, sentindo o coração revitalizado e um pouco curado por estas amigas que tenho.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
uma pessoa tenta
Gostava imenso de deixar de beber leite. Gosto de leite com cereais, com chocolate, no café, ao natural, ao frio, morno, de todas as formas e feitios. Porém, mas não gosto da industria e da exploração animal. Andando mais sensibilizada com essa falta de humanismo pelos animais decidi experimentar os vários tipos de alternativas existentes. A minha primeira experiência foi com soja de baunilha e o meu máximo foram cinco golos. Uma amiga, que também experimentou foram dois, por isso acho que não estive assim tão mal. Uma pessoa tenta, mas também não ajudam com estes sabores. Soja e baunilha está riscada da lista, neeeeexxxxxt!!!!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Fim de ciclo
Faz hoje 15 dias que me licenciei. A minha família e os meus amigos lançaram foguetes, fizeram a festa e apanharam as canas. Eu apenas observei e senti toda a felicidade que este fim de ciclo lhes dava e me transmitiam. Os papeis foram um pouco invertidos, mas dentro de mim, apenas me senti perdida. Quem se licenciou e está sem trabalho, não tendo vistas de o ter na sua área (infelizmente a maioria), percebe este sentimento. O misto de alivio por ter alcançado algo tão desejado e de insatisfação por não saber o que fazer. Os meus objectivos, valores e ideais foram-se alterando ao longo destes três anos e meio de licenciatura. O que queria e delineei no inicio já não corresponde ao que quero agora. A pergunta que me faço todos os dias é o que realmente eu quero.Não tenho certezas do que realmente quero, apenas vou tendo umas ideias do que gostaria de fazer, sabendo sempre que, com os obstáculos da conjuntura actual do país, se tornam difíceis de por em prática. Queria ter uma oportunidade na minha área, queria ter um emprego que me preenchesse, que me enchesse as medidas e não ser mais um para o currículo. Neste momento não tenho oportunidades na minha área (candidaturas acabaram pouco tempo antes de me licenciar), nem sei bem o que realmente quero para lutar por isso... e assim, vou me deixando naufragar, em maré alta, com as velas ao sabor do vento. Os remos ficam em stand by até me encontrar.
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