quinta-feira, 5 de março de 2015

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 Estou há horas a tentar escrever este post. Talvez pela tristeza não consiga ou não saiba como escrever.
Quando sentes que te dás a mais é preciso parar. E paro agora.
É esse o conselho e é isso que penso ser o caminho correcto, para me conhecer. É preciso voltar a redefinir prioridades: eu no topo.

É necessário dar o salto e crescer.
Sem julgamentos.
Sem pressões.
Sem medos. 

terça-feira, 3 de março de 2015


Há alturas que temos de corrigir bússolas e ajustar rotas. Mas, mais importante do que o "para onde vamos" é o "como vamos": se iguais a nós mesmos dos velhos caminhos, se renovados pela evolução do dia-a-dia. Todos os dias são de ensinamento e o passado apenas serve para retirarmos lições e ensinamentos. É preciso de vez em quando fazer reset e soltar os cordões que nos ligam a histórias, pessoas ou lugares. Porque há caminhos que não são feitos para se voltarem a cruzar e enquanto ficarmos presos a caminhos velhos, estamos a impedir-nos de conhecer outros tantos. O tempo certo é o agora, o hoje, porque o ontem já passou e o amanhã é incerto. 

Vou fazer este ensinamento comigo mesma, permitir-me mudar, um dia de cada vez. Sem pressas, sem pressões, sem julgamentos da pior tirana: eu mesma. Aprender a não levantar a voz, a contar até mil, a ouvir mais. Um dia de cada vez, porque quando juntar muitos dias, virei a diferença! 

❤


música com a alma: que soy gitana




Eu nunca usava uma máscara
Eu vou passar
Para esta breve mundo

Não Pretengo parar
Diga-me que anda
Quando você pode voar?

Meu destino é caminhar
Minhas memórias
Eles são uma vigília no mar

O que eu tenho, eu dou
Eu digo o que penso
Leve-me como eu sou

E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado

Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana
Eu sou cigana

Eu ainda sou um aprendiz
Em cada beijo
E cada cicatriz

Algo poderia compreender
De tempos eu tropeço
Eu sei como cair

E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado

Faça bom uso
Isso se eu tenho ontem
Eu posso ir amanhã
Eu sou cigana

Venha e veja
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos

Leve-me e nós
Que a vida é uma alegria
É normal ter medo
O que não sabemos
Eu quero ver você voar
Eu quero ver você voar

E é leve
Meu coração cigano
Isso só significa espancamento
A contramano
Não tente me amarrar
Nem dominam
Eu sou quem eu escolher
Como errado

Se eu vim ontem
Tome hoje
Eu estou indo embora amanhã
Eu sou cigana

segunda-feira, 2 de março de 2015

Palavras escritas com o coração




cheias de gratidão por essa gente que me abraça e me conforta num mundo agitado. Grata por ter pessoas para abraçar, no sentido total do acto, encostando um coração no meu.Gente que me acalma a alma, suspensa dentro de um mundo de dois braços abertos a receberem-me. Grata por ter quem me abrace e me deixe entrar, entre os seus braços, deixando-me levitar e sonhar. Grata por ter também quem procure o conforto dos meus abraços. Mais que um encontros de dois corações, é um envolver de duas almas. 

domingo, 1 de março de 2015


Março, o mês da Primavera, das flores, da cor. O mês dos primeiros raios de Sol que nos aquecem a alma e nos tranquilizam o coração. O mês de decisões, de desafios, de obstáculos. Um mês, o mês do recomeço.

*


sábado, 28 de fevereiro de 2015

(re) vitalizar




Acordar tarde, depois de uma semana a dormir mal, mas acordar bem. Mesmo com vestígios de sono atrasado e pernas cansadas de uma semana em pé. Acordar com o coração bem grande por ter estado na noite anterior com as amigas, aquelas amigas, que curam com as palavras, que salvam com o olhar e que nos acordam com a simples presença. Um, dois, três copos de vinho, música de fundo, novidades contadas, entre risos e caras sérias, que há tempo para tudo, porque o tempo pára, deixa de ser tempo e passa a ser partilha, até que uma de nós olha para o relógio e nos acorda a todas, do nosso momento conjunto. E só mais cinco minutos. sabendo que cinco minutos se multiplicarão. sabendo também que irão existir mais sonhos partilhados, mas que a despedida de amigos e o acordar de um sonho conjunto custa sempre. Bebemos o vinho, vamos para a porta sabendo que está sempre aberta para novas entradas e rindo, rindo sempre. Cada uma com as suas mágoas e tristezas, mas rindo porque quando estamos juntas as tristezas vão se curando. É um mundo só nosso, dentro de um momento múltiplo. Que bem que me soube acordar com as pernas cansadas, mesmo tarde, sentindo o coração revitalizado e um pouco curado por estas amigas que tenho. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

uma pessoa tenta




Gostava imenso de deixar de beber leite. Gosto de leite com cereais, com chocolate, no café, ao natural, ao frio, morno, de todas as formas e feitios. Porém, mas não gosto da industria e da exploração animal. Andando mais sensibilizada com essa falta de humanismo pelos animais decidi experimentar os vários tipos de alternativas existentes. A minha primeira experiência foi com soja de baunilha e o meu máximo foram cinco golos. Uma amiga, que também experimentou foram dois, por isso acho que não estive assim tão mal. Uma pessoa tenta, mas também não ajudam com estes sabores. Soja e baunilha está riscada da lista, neeeeexxxxxt!!!! 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Fim de ciclo




Faz hoje 15 dias que me licenciei. A minha família e os meus amigos lançaram foguetes, fizeram a festa e apanharam as canas. Eu apenas observei e senti toda a felicidade que este fim de ciclo lhes dava e me transmitiam. Os papeis foram um pouco invertidos, mas dentro de mim, apenas me senti perdida. Quem se licenciou e está sem trabalho, não tendo vistas de o ter na sua área (infelizmente a maioria), percebe este sentimento. O misto de alivio por ter alcançado algo tão desejado e de insatisfação por não saber o que fazer. Os meus objectivos, valores e ideais foram-se alterando ao longo destes três anos e meio de licenciatura. O que queria e delineei no inicio já não corresponde ao que quero agora. A pergunta que me faço todos os dias é o que realmente eu quero.Não tenho certezas do que realmente quero, apenas vou tendo umas ideias do que gostaria de fazer, sabendo sempre que, com os obstáculos da conjuntura actual do país, se tornam difíceis de por em prática. Queria ter uma oportunidade na minha área, queria ter um emprego que me preenchesse, que me enchesse as medidas e não ser mais um para o currículo. Neste momento não tenho oportunidades na minha área (candidaturas acabaram pouco tempo antes de me licenciar), nem sei bem o que realmente quero para lutar por isso... e assim, vou me deixando naufragar, em maré alta, com as velas ao sabor do vento. Os remos ficam em stand by até me encontrar.  

Sempre. todos os dias.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

(...)

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem."
Fernando Pessoa

Talvez esta frase nunca me tenha feito tanto sentido como agora. O tempo que as coisas duram em nós, depende sempre da intensidade que nós depositamos nesse tempo. Constantemente contamos os dias das coisas, os meses das coisas, os anos das coisas, quando o que deveríamos realmente medir era a intensidade a que demos a essas mesmas coisas.

Que sentido que isto me faz agora... E eu que andava preocupada a contar os dias, sabendo dentro de mim que a contagem não deveria ser feita nessa medida.



Hoje é Sábado, SÁ-BA-DO! Qual dia dos... blhack... namo... ra... dos, qual quê. Sábado. Ando à dias a preparar-me psicologicamente para este dia. Mas para onde me viro vejo flores, corações, sorrisos apaixonados e até uma prenda da minha mãe: chocolates (em forma de coração). Obrigado mãe, fiquei sensibilizada com o gesto! 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Um Amor Maior que a Vida.



Tenho te em mim todos os dias já faz quatro anos. aprendi a aceitar a tua nova morada e a respeitar que as tuas asas já estavam prontas para voar. até logo vó, até lá, reencontro-te no meio de sonhos, entre beijos e abraços apertados, amo-te.

sábado, 31 de janeiro de 2015

bónus do século XXI

Neste momento faço trabalhos de promoção para perfumes e uma companhia de gás/ electricidade. Adoro o meu primeiro trabalho, apesar de ser a recibos verdes (e pagarem-me DOIS meses depois), os meus supervisores são uma simpatia e estão sempre disponíveis. No segundo já é um pouco diferente, apesar de não ter nenhuma razão de queixa quanto ao meu supervisor (que por sinal até é um gato) e a quem me "dirige", a empresa é super desorganizada. O meu trabalho é fazer contratos e tirar dúvidas a quem estiver interessado, nada de muito trabalhoso. O giro da coisa é que agora temos um bónus por cada contrato feito que é, nada mais, nada menos: cinquenta cêntimos. Até escrevo por extenso para parecer que é muito. Não querendo abusar das contas da empresa, pois cinquenta cêntimos já é uma fortuna, acho que pelo menos poderia ser cinquenta e cinco cêntimos sempre dava para um café. Fica a dica. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quero MUITO.

De o a 100, quero 200. Mas mesmo assim, mesmo fechando os olhos e pedindo muito, eles não me aparecem nos pés. Hoje lá fui eu namorá-los para a loja da Adidas. Foi dura a despedida, mas são 85 euros que nos separam. Ele revolta-se, diz que para mim não tem preço, que vem para o meu lar de livre vontade. Mas os funcionários não entendem e obrigam-me a pagar. Esta é a minha história de amor. Uma amor que se está a construir aos cêntimos. Talvez daqui a uns tempos tenha um final Feliz. Não sou de destas coisas, mas ouvi dizer que na feira de Monte Abrão vendem todo o tipo de ténis (bons, se é que me entendem) a 35 euros. Talvez o nosso amor comece por lá e antes de 2136, 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"What if you fly?"

Muitas vezes apenas nos focamos nas nossas capacidades visíveis e não damos o real valor àquelas que não conseguimos ver, apenas sentir, e voar é uma delas. Voar pelas ideias, pelos pensamentos, pelos acontecimentos. Pode haver quem nos tire o tapete debaixo dos pés, e então? Podemos voar. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Je suis hypocrite

Há uns tempos éramos todos Charlie, a gritar "viva à liberdade de expressão". Hoje, a máscara caí e gritamos "viva ao condicionalismo familiar por seres diferente". Je suis hypocrite.

"Os projectos de PS, Bloco de Esquerda e os Verdes sobre adopção por casais do mesmo sexo foram todos chumbados no Parlamento." 




Plano para ser saudável parte 32



Lembram-se do meu plano para ser mais saudável? Pois é, apesar de hoje ter comido um milka inteiro, não me esqueci, apenas ficou em stand by. Ontem voltei a ter mais um incentivo quando uma amiga minha, estudante de veterinária, me contou, delicadamente, o que acontecia nos matadouros. Eu na minha inocência, pensava que os animais não sentiam dor (sou tão lerda às vezes). Fiquei com mais repulsa ao ver um prato com carne e mandei logo uma mensagem à minha mãe a avisá-la "nunca mais como carne de vaca" e depois outra "e de porco". A minha mãe não percebeu a ideia, aliás percebeu tudo ao contrário e hoje entra-me pelo quarto e quase sem dar os bons dias avisa-me "Marta, hoje vou fazer carne de porco à alentejana" (que é só uma das minhas comida preferidas). Consegui resistir à tentação, mesmo com um olho aberto e outro fechado e voltei a afirmar que já não comia mais esses animais. Ela saiu do quarto um pouco confusa e a refilar que lá estava eu, outra vez, com as minhas maluqueiras de comer plantas, que depois fico doente, que não faz sentido nenhum de repente, deixar de comer animais e passar a comer folhas, ervas e sementes. No verão tive alguns dias sem comer carnes vermelhas, foi aí que apareceu pela primeira vez o seitán e a soja nas nossas vidas, mas depois um deslize com um bitoque fez-me fracassar até hoje. Imagino que a minha mãe pense que seja apenas temporário, então vai me ouvindo falar de quinoa, dos vários tipo de leite que quero experimentar ou que quero fazer caril de tófu, sem me interromper e acenando com a cabeça. Hoje lá fui eu ao continente fazer algumas compras, poucas porque isto de ser saudável e amiga dos animais sai caro. Parecia uma burrinha a olhar para um palácio na área viva. Uma pessoa quer comprar quinoa e tem três qualidades, uma pessoa quer comprar tófu tem um fresco e outro natural, uma pessoa quer comprar leite de arroz para o caril que lhe avisaram ser em lata e só encontra 3 tipos mas em pacote. Aí senhores que isto é complicado, vim para casa com metade do que queria, mas pronto, salvam-me as pessoas vegans que conheço e que me vão iluminando. Ahhhh e trouxe também um pequeno livro de receitas sobre cozinha vegetariana: Que comece a aventura. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Há quem treine barriga, braços ou pernas...

Depois há quem treine isto:

"A verdade é que as pessoas e as coisas que nos acontecem, que cruzam o nosso caminho e que um dia fizeram parte de alguma das esferas da nossa existência, têm a importância que lhes dermos. E quanto mais nos apegarmos a elas, em palavras, imagens, gestos ou contradições, mais nos apegamos ao passado, ao que foi e já não volta, ao que era e já não é, à verdade de uma mentira que queremos manter. Porque mudar custa. É como crescer, dói. E quando sabemos que vai doer preferimos evitar, ou ir evitando. Até dar. Muitas vezes a mudança (do sentido das coisas) é bem mais simples do que imaginamos, do que supomos, do que achamos que sentimos. Chama-se desapego, e treina-se. Todos os dias. Se quisermos."

Eu.

às nove no meu blogue